domingo, 7 de junho de 2009

BIENAL DA FLORESTA - II

Ah! Ia esquecendo! Durante os papos da mesa de debates ou exposições egocentricas intelectuais da Bienal da floresta, o Marcos Afonso abriu um parentese para tecer uma critica aqueles que fazem cultura no nosso estado e procuram as nossas instituições para apoiar seus trabalhos e projetos. So faltou dizer que achava isso um absurdo essa atitude. Se for pra levar por esse lado companheiro eu digo que Isso, é o sujo falando do mau lavado. Pois, onde é que o ex-companheiro Marcos "trabalha"? Na biblioteca da floresta, que é uma instituição que está dentro dos padrões das propostas de marketing florestanica do governo, que dizem eles, buscam estabelecer um dialogo entre as nossas culturas tradicionais e a modernidade. Quer dizer, ele pode mama o dinheiro publico em nome da cultura, os outros não. Dá um tempo companheiro! Me diga! o que tem de mais, ou melhor, porque os artistas, os proletários da cultura não podem recorrer ao estado para tocar os seus projetos? Por um acaso esse dinheiro é particular, ou particularizou-se? Dá um tempo meu irmão. quer dizer que quem mexe com cultura, os artista agora tem que viverem a margem do estado? Companheiro! Onde nos estamos? O mundo sem arte e cultura não existe, uma sociedade sem arte tende a entrar numa monotonia suicida. Arte é utilidade publica, é com ela que quebramos essa rotina maluca desse sistema capitalista louco em que vivemos, que diga se de passagem, sistema que voce fervorosamente combatia. O Artista autentico é um criador, é o que mais se aproxima da imagem e semelhança de Deus. É um utilidade publica, sim! E tem que ser tratado a altura, com respeito,sem censura. Essas colocações me preocupam. Tenho medo que isso chegue ao ponto de plagiarem aquele cara que dizia, que quando falavam cultura, ele colocava a mão no revolver. O que isso companheiros? Não lembra o quanto o movimento esquerdista precisou dos fazedores de cultura, dos artistas, na nossa luta pela "redemocratização" do nosso paìs?

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