quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O Papai Noel da Segurança Publica.

Dezembro é um mês especial, é tempo de festas, de confraternizações, é o período em que o governo aciona a famosa operação Papai Noel, com o intuito de inibir as ações dos larápios no centro da cidade. Mas pelo jeito que as coisas andam, não dá para acreditar que essa operação vai fazer alguma diferença, pois, entre anunciar e colocar ela pratica com eficiência este tipo de operação, existe uma distancia considerável, principalmente se gente pegar alguns fatos, como por exemplo, casos que acontecem diariamente no centro da cidade, para que você tenha uma idéia, vou usar aqui o caso da dona Francisca das Chagas, que mora perto da entrada do Parque da Maternidade, ali próximo ao Terminal Urbano, a semana passada ela recebeu duas vezes a visita dos amigos do alheio. O primeiro furto aconteceu no dia 28 de novembro ( Boletim de Ocorrência 14034/2012), e o segundo no dia 29 de Novembro de 2012 (Boletim de Ocorrência 14087/2012), ou seja, um dia atrás do outro. Nos dois casos a Policia Militar foi acionada poucos minutos depois das ocorrências, e nos dois casos pouco ou quase nada foi feito para prender os ladrões. No primeiro, o ladrão furtou um Notebook e outros pertences da dona francisca, os policiais militares chegaram ao local, colheram informações de testemunhas e saíram em busca do assaltante, que pelas informações tinha seguido em direção ao Terminal de ônibus, os militares não conseguiram lograr êxito na missão. No segundo caso, uma ladra furtou algumas peças de roupas da vitima, e foi flagrada por uma vizinha que a deteve por alguns minutos e ligou para policia, alguns minutos se passaram e ladra conseguiu fugir, uns 15 minutos depois apareceram dois policiais militares a paisano no local, colheram informações, recolheram as roupas que a ladra tinha furtado e saíram do local dizendo que iam as roupas para o primeiro distrito policial. Quando a dona Francisca foi ao primeiro distrito policial para reaver os seus pertences, para a sua surpresa, nem as roupas e nem a ladra, nem os policiais foram encontradas, e ela ainda recebeu a informação, dada por um dos funcionários do referido distrito, de que, se o material tivesse sido recuperado por policiais militares honestos, ela podia manter a esperança de reavê-los, caso contrário ia ter que se conformar. Analisando friamente, sem paixões partidárias, ideológica e etc. me diga! É ou não é, uma pouca vergonha esse serviço de segurança publica. Alem de ter seus pertences furtados, o cidadão ainda tem de conta com sorte de que suas coisas sejam recuperadas por policiais honestos. É decepcionante e ao mesmo tempo estarrecedor ver esse tipo coisa acontecendo, ver aqueles que são pagos para nos proteger, agindo igual aos bandidos que nos roubam, e que portanto, são piores do que os larápios que entram em nossas casas as escondidas para surrupiarem nossas coisas. E a pergunta é: Se a gente não pode confiar na policia, em quem a gente vai confiar? Pelo jeito que a coisa vai, não sei onde vamos parar, a situação está mais feia do que a gente imagina, analise os dias e os números dos dois B.O. aqui citados, um tem o numero 14034 e outro 14087, fazendo uma conta simples de subtração entre os dois números vamos ter como resultado o numero 53, este é numero de ocorrência num período de menos de 24 horas, sem contar os casos em que as pessoas não prestaram queixas, e que também só estamos falando dos casos registrados no primeiro distrito policial localizado no bairro Cadeia Velha. Tem alguma coisa errada no serviço de segurança no reino dos Vianas. Mas o que a gente pode esperar de um governo, em que até os carros usados pela policia militar são carros terceirizados, ou seja, nem carros para os nossos policiais, nos temos, mas com certeza temos muita gente ganhando com isso, alem é claro, dos marginais que não usam fardas. O governo dos Vianas, é um autentico Papai Noel para os seus compadres e comadres, e pouco importa que povo viva a mercê dos marginais fardados e dos não fardados. E não adianta chamar a policia, mas se quiser chamar; chame, chame, chame!

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