quarta-feira, 9 de junho de 2010

Movimento Cultural Salvem o Cacimbão da Capoeira: Vertente da Memória

Devido o descaso com o Cacimbão da Capoeira, hoje esse patrimônio cultural e
ambiental de Rio Branco, transformou-se num depósito de lixo dos transeuntes e moradores de rua do entorno, que se reunem ali para beberem, consumirem droga, brigarem e fazerem suas necessidades fisiologica, por conta dessa invasão indesejada, já tivemos registrado no local um homicidio, que a população tomou conhecimento através dos meio de comunicações da nossa cidade.
Convidamos os artistas e comunidade em geral a participarem do
MOVIMENTO CULTURAL SALVEM O CACIMBÃO: VERTENTE DA MEMÓRIA, que tem como um de seus objetivos a recuperação e utilização do espaço do Cacimbão da Capoeira pelos moradores do bairro e da população em geral.

A partir de uma análise bacteriológica da Água do Cacimbão, realizada
pelos técnicos do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco – SAERB,
constatou-se que está contaminada, apresentando a Escherichia coli, a
bactéria de origem exclusivamente fecal, como se não bastasse, está
localizado ao lado de um posto de lavagem e a poucos metros de distância
de um posto de combustível, a vertente do igarapé da
Capoeira, a algum tempo vem sendo transformado num esgoto a céu
aberto.

É por esses e outros motivos que propomos um Movimento de cunho cultural,
político e social em defesa do Cacimbão da Capoeira, um dos primeiros
locais de abastecimento hídrico de Rio Branco. Um bem cultural e ambiental
incalculável, motivo que levou inclusive ao seu tombamento como patrimônio
histórico e cultural Municipal (Lei n° 458 de 01 de Novembro de 1983). Sua
visibilidade, nos anais da história rio-branquense, ocorre na segunda
metade da década de 20, do século passado, quando o então governado Hugo
Carneiro, do Território Acreano, transformou uma pequena cacimba,
construída pelos moradores das proximidades, em um cacimbão público,
onde os moradores do bairro usavam mangueiras feitas de tubo de borracha para retirar águas e encher suas latas e baldes, que transportavam nas mãos ou nos populares galões, a água era utilizada para beber, fazer almoço, lavar a casa, lavar roupas, tomar banho e etc.
nos finais de semanas era comum os moradores aproveitarem o espaço como área de lazer, crianças, jovens, adultos, donas de casa se reuniam para conversa, tocar violão, cantar, contar histórias e até namorar. O Cacimbão sempre fez parte da vida, do cotidiano da comunidade do bairro e adjacencias. São coisas simples, mas de grande significado e valor sentimental histórico, que precisam serem resgatadas, é um fragmento que conta um pouco da nossa história.

Por isso convidando os músicos, a classe teatral, os artistas
plásticos e a comunidade em geral para encorparem este movimento,
e escreverem com as próprias mãos mais um capitulo da história de
resistência desse nosso Patrimônio Histórico, Cultural
e ambiental, que é o Cacimbão da Capoeira.
Contamos com sua sensibilidade consciencia.
Ney Silva e Clenilson Batista (Grupo Capú)

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